Milton, mestre mineiro de Maria.

A gente não podia deixar de começar esse post assim:

“Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta…”

E como fosse feita pra nós, Marias, dá vontade de escrever a música inteira, de ficar cantando e de ficar admirando Milton Nascimento, esse mineiro gênio, que já trabalhou com Herzog, que já foi exaltado por Tom, Chico, Elis, Vinícius… E que ainda é de uma simplicidade e humildade ímpar, como pudemos comprovar. Você já deve saber pelo nosso Face que está rolando uma promo incrível para conferir o show deste monstro da música brasileira. O espetáculo “Uma Travessia” tem apresentações dia 9 de março, às 21h, no Oi apresenta Araújo Vianna e no dia seguinte, 10 de março, às 19h no Teatro Feevale. Milton Nascimento sobe ao palco para comemorar 50 anos de carreira acompanhado de Lô Borges e Wagner Tiso, que também integraram o Clube da Esquina, movimento que reuniu grandes músicos mineiros a partir da década de 60.

milton-nascimento

Mas a gente não quer só a obra, a gente não quer só o show, a gente quer mais! Queremos saber de Milton e falamos com o mestre:

“Eu gosto de tudo que fiz na vida, discos,  shows, projetos… Tenho ótimas lembranças de tudo isso“, revelou em suas 5 décadas de estrada. Sobre suas preferências musicais ele pondera: “Desde quando eu era locutor de rádio, aos treze anos de idade, em Três Pontas (MG), que fui acostumado a ouvir todo tipo de música. Sem falar na quantidade de novos artistas que eu conheço a cada dia, então, é difícil listar”.  Confira mais neste bate-papo exclusivo:

Aos 70 anos, sua energia é tão grandiosa quanto a sua história. Afinal, o artista tem que ir aonde o povo está e você coloca isso em prática pra nossa sorte. Conta um pouco da sua paixão pela estrada e qual o sentido dessa “Travessia”?

Desde pequeno eu sempre fui fascinado primeiro por trens, depois veio a paixão pelas estradas e tudo que tinha a ver com viagens. E o sentido dessa “Travessia” nada mais é do que fazer amigos, rodar por aí com os shows e continuar fazendo as coisas que a gente gosta de fazer.

O que pode dizer ao público gaúcho que te espera ansioso?

Quero dizer que estou tão ansioso quanto eles (risos). É sempre um prazer enorme tocar no Rio Grande do Sul, que é um dos estados que me recebe melhor, e isso desde o começo da minha carreira. E, dessa vez, vou tocar em um teatro que eu adoro, que é o Araújo Vianna, em Porto Alegre, depois sigo para Novo Hamburgo, uma cidade maravilhosa.

A turnê segue em 2013. E para os estúdios? Algum plano?

 Para 2013 temos muitos planos, e a agenda de shows está cada vez mais agitada. Agora em abril vamos lançar um DVD gravado ano passado no Rio de Janeiro, que celebra meus 50 anos de carreira, com a participação dos companheiros de vida inteira Wagner Tiso e Lô Borges.

 

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