No clima tropical, Holger vai ao MECA

A Holger; Foto: Camila Cornelsen

A Holger; Foto: Camila Cornelsen

Seguindo a série de posts dedicados ao MECA Festival, a gente conversa com Pepe, da Holger. No clima de muito calor, muito ritmo, muitas danças de verão e pouca roupa, eles trazem até as areias de Xangri-lá o suingão contagiante do álbum “Ilhabela”, cheio de nuances tropicais misturadas às habituais batidas eletrônicas e um tiquinho de carimbó. Loucos para dar um tchibum nas nossas águas cor de Toddy, eles também estão escalados para o Lollapalooza 2013. Antes de tudo isso, respondem à entrevista de Maria. Bora lá:

Falem um pouco sobre Ilhabela e todas suas nuances tropicais…

O disco é resultado de tudo o que vivemos e ouvimos. Passamos muito tempo na estrada em turnês, dirigindo até 16 horas por dia, e a única coisa que tínhamos pra fazer era ouvir música. Ouvimos de tudo mesmo e resolvemos diluir tudo em nossas composições. Nesse processo de pesquisa musical ouvimos muita coisa nacional, de coletâneas de axé aos clássicos Caetano, Gil e Tom Zé, passando pelo gênio Jorge Ben e o pop oitentista de Lulu Santos e Blitz. Acho que as nuances tropicais vem dessas influências somadas ao nosso gosto pelo verão, suor, pouca roupa e batidão.

Tudo a ver com um festival em uma praia no sul do país. Qual a expectativa pro MECA?

 Acho que o mais legal do MECA é exatamente a chance de poder tocar na praia. Já faz muito tempo que queremos fazer isso e a oportunidade veio na hora certa, com o disco certo. Queremos fazer o melhor show possível e curtir uma praia!

 O que vocês têm ouvido ultimamente?

 Tom Zé, Gilberto Gil, Kendrick Lamar, Julio Bashmore, Baio, TNGHT, Lil Wayne, Flying Lotus, How to Dress Well, Curumin, Supercordas.

Foto: Camila Cornelsen

Foto: Camila Cornelsen

E o Lollapalooza, e 2013? O que vem por aí?

O Lollapalooza vai ser demais. Além da chance de poder tocar novamente para um grande público em São Paulo, teremos a oportunidade de ver diversos shows de artístas que gostamos, como o Flaming Lips, Major Lazer, Nas, Hot Chip, Rusko, Graforréia, entre outros. Para o resto do ano, a ideia é tocar o máximo possível pelo Brasil.

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